um desabafo sobre preconceito

vou lhe contar um historinha…

Era uma vez uma menina que sempre gostou muito de observar. Ela observava como seu pai tinha habilidades na cozinha, como sua irmã tocava piano muito bem, como sua mãe enfeitava seus cabelos. Ela amava usar laços no cabelo, do tipo, laços vermelhos bem gigantes.

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Papo de Quinta: cada um tomando conta da sua vida

Hoje se tornou comum sair metendo o bedelho na vida dos outros; as redes sociais dão conta do recado e, convenhamos, facilitaram – e muito – esse tipinho de serviço. O serviço de bisbilhotar e se sentir no direito de palpitar na vida dos outros.

É fácil dizer tudo o que se pensa nas fotos dos outros: na cara é que não é.

Mascara sua cara de pau, pinta o cenário perfeito para sua construção (podre, bem podre).

É fácil perder os limites e chamar de LIBERDADE DE OPINIÃO o que, na verdade, é uma GRANDE FALTA DE EDUCAÇÃO. Falta de educação, sim.

É feio, é covarde escrever coisas que você só tem coragem de dizer pelas costas. É feio se pronunciar em nome da sua verdade sem se preocupar se vai ou não ofender os outros. Haters.

E se fizessem o mesmo com você?

E se decidissem escrever umas verdades lá no perfil da sua mãezinha?

O que faria?

Como iria se sentir?

Acho que não é legal, não é mesmo?

Pois é.

Está na hora de começar a se colocar no lugar do coleguinha. Na hora de crescer e parar de ser criança. Será que não dá pra ver que se banca o sem noção metralhando colocações desnecessárias?

Não gosta do que eu faço?

Eu não te perguntei!

Guarde sua opinião não perguntada pra você.

Se poupe, me poupe, nos poupe.

Vale lembrar que, sim, tudo o que vai, volta.

Espero do fundo do peito que colhamos o que temos plantado.

Sua hipocrisia disfarçada de verdade?

Sua linguinha afiada?

Seu cinismo?

Por que te incomoda tanto o fato de eu estar solteira?

 

Perguntas relacionadas a vida amorosa a uma solteira cria na mesma uma cobrança desigual, o que pode gerar uma ansiedade que muitas não sabem lidar muito bem. Afinal, a mulher por si só já cria expectativas sobre si mesma: não seja mais uma a enchê-la e despejar sobre ela ainda mais ansiedade.

Eu, por exemplo, não estou ansiosa em apertar o botão de “relacionamento sério” no meu Facebook. Pode parecer clichê ou blasé esse papinho meio cafona de ‘#estoubemcomigomesma’, mas acontece que realmente estou bem. E, pra fazer Flavinha apertar o botãozinho, felizmente, não vai ser qualquer um. Eu não sou uma qualquer. Hoje, eu não só busco um relacionamento inteligente como também procuro ser inteligente.

Então, sinto muito se ainda não saí por aí galopando em um belo cavalo branco ao lado do meu príncipe encantado. Sinto muito se ainda não postei fotos com o boy na frente da Times Square. Eu imagino, é realmente bem de decepcionante.

Eu saí de um relacionamento de 4 anos como se estivesse entrado em um divórcio. Hoje estou muito bem, de nada, com a maior certeza de que tomei a melhor decisão da minha vida. Vidinha esta que tem descoberto alucinadamente uma nova Flavia, que vem se superando, se descobrindo e desbravando o mundo, seus talentos e a si mesma.

Enquanto não tenho ensaiado, finalmente, minha entrada na igreja com direito a marcha nupcial, vou aproveitando e cuidando da minha vida, ao invés de tentar dar pitacos  na vida dos outros.

Talvez algumas pauladas somadas a outras experiências tenham me feito menos emotiva e muito mais pé no chão. Não me abalo facilmente com comentários negativos nem me permito ser engolida pelas expectativa de fora, além da própria ansiedade. E espero me manter assim.

A vida é muito curta pra se trancar dentro de si mesma, cronometrando os segundos e olhando para o relógio que você mesma se deu. Esperando dar a hora certa e chegar a data em que finalmente poderá jogar na cara da sua mãe ou de quem quer que seja que não ficou pra titia.

Eu não sou dessas, gata, eu não sou.

Sorry!

Quero muito meu marido e o nosso casal de Lulu da Pomerânia, mas isso é por mim, e não por ninguém.

Eu sei que célebre pergunta: “E aí, já está…?” faz parte da curiosidade, é algo até natural. Mas, como tudo na vida, deve haver limites, equilíbrio e também pesar nas intenções. A dica fica: que tal se perguntar, antes da falar qualquer coisa, se o que vai falar vai construir ou destruir os outros?

Já se perguntou?

Se é a verdade que você quer: a fantástica timeline do Facebook

Eu posto a maioria das minhas fotos de NY de pijama, sem maquiagem e devidamente descabelada.

Quem olha pra paisagem bonita e pro look do dia bapho que acabei de postar não pode imaginar tudo o que fiz pra estar ali, o quanto tive que ralar e, principalmente, o quanto eu tive que economizar. Nada vem de graça.

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Se é a verdade que você quer: sobre AMIZADES

É sábado e ainda estou jogada na cama. São um pouco mais de 8h30.

Por alguns segundos, me deu vontade de escrever; e aqui estou.

Estava lembrando das amizades que colecionei ao longo da vida, onde estariam. Aquela amiga grudê da primeira série, a amiga grudê da segunda, e assim por diante.

É estranho entender o que aconteceu ao longo dos anos, assim como saber dos últimos acontecimentos pelo Facebook. Fulana casou, beltrana mudou, sicrana viajou, nos resume a timeline.

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