{SPFWn43} Juliana Jabour acelerada e aposta no motocross

Assim que tive em mãos o convite para o desfile da Juliana Jabour (16/03), soube que viria coisa boa. O mood dispojadão anunciava uma moda divertida e cheia de bossa: tanto que, de certa forma, de encorajou a me atrever um tantico a mais na escolha do meu #lookdodia

Fato é que assim que o recebi, tive a impressão de que veria algo tão bacanudo e atual como o que vimos no último desfile de Tommy Hilfinger, que armou o #Tommyland em plena Los Angeles. Claro que incendiou. Se a pegada californiana acendeu e despertou o desejo dos consumidores que querem conforto e algo legal para vestir, a sensação que me restou foi que veria nas passarelas cores primárias reinar, roupas com pegada street e jeitão sporty – que está super em alta – e pés no chão. Uma moda bem pé no chão.

Da Califórnia para as passarelas paulistanas, foi o que pude perceber. Uma moda aventureira, pronta para tudo. Uma moda autêntica que tem chamado atenção por um DNA orgânico e original.

Maria gasolina

Foi um desfile explosivo e muito gostoso de se assistir. Eu, que tenho uma queda básica por certa vibe divertida nos looks, pude ver exatamente isso cobrir à pele e transparecer jovialidade. Fato: cores primárias, como o motocross remete, reinou como o Pantone absoluto. Certa agressividade e agilidade que o esporte remete dividiu holofote com tecidos leves, fluídos, renda, transparência e babados. Calças com tecido “molinho”, de caimento gostoso no corpo, vestidos e saias de comprimento mídi turbinados por forte assimetria também bateram ponto. Moletom e bomber jacket? Teve, sim senhor! O duo preto e branco serviram de base para vermelho, amarelo, verde e azul, que quebraram o combo com suavidade. Estampas – leia- se listras – também deram às caras.

Gostaria de compartilhar o que divulgaram na mídia.

“A referência de motocross deu um sabor moderno, divertido e muito cool na coleção de Juliana Jabour. A mistura entre modelagens românticas esvoaçantes, babados, mangas bufantes com o radicalismo do universo motoqueiro caiu muito bem. Um dos possíveis caminhos do street, a referência esportiva traz sempre ricas informações estéticas atemporais. O esporte é tendência democrática, cai no gosto de vários tipos de consumidor, sejam mais inovadores ou mainstream, é divertido e de fácil absorção. Mas Juliana Jabour deu um passo a mais e foi naquele esportivo mais nervosinho, que tem charme vintage, é menos comportado. Cores geralmente primárias povoam esse universo e na passarela vimos a prevalência do preto e branco, em grafismos e estampas com ponto de azul, rosa, vermelho. Vivemos o momento de paixão pelo street e pelo oversized e na coleção fez muito sentido aquele look total estampadão do motoqueiro em corrida patrocinada. Porque a moda ainda pede as bombers, os jaquetões, os símbolos. As mulheres ainda escolhem os saiões, sejam mídi, longos, mas que aconteçam enquanto elas caminham. E tudo isso pode ter sangue novo, sangue quente de motoqueiro empinando sua moto enfeitada enquanto uns babados sacodem ao vento” Por Juliana Lopes, do FFW (confira a matéria completa aqui).  

Vale mais um:

“Em clima Speed Racer, Juliana Jabour mergulha na estética motocross em uma coleção de styling esperto e repleta de peças-desejo. Na passarela, calças que remetem ao esporte são combinadas a camisas vitorianas repletas de babados, decorativismo que enfeita também os moletons que são a cara da grife, usados inclusive por baixo de camisolas. O jogo entre matérias-primas leves e pesadas é a proposta também para vestir as belas jaquetas de couro, usadas sobre levíssimos vestidos de tule.” Por Vogue Brasil (confira matéria completa aqui).

Que tal conferir o que rolou na galeria?

(Reprodução FFW)

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#UmataldeFlavia : sporty and fun o para o SPFWn43 DAY 4

_DSC9564_DSC9567Aquela dia que você transforma a camisa em saia, kkkkkkkkkkkkkkkk.

Não sei vocês, mas algumas condições são necessárias para que eu compre qualquer peça de roupa. Primeiro, que não me faça comprar outra para combinar com ela. Segundo, que seja um bom desafio fashion. Essa peça foi uma dessas 🙂

Não tinha a menor ideia de como usar, por isso, soube que valeria a aposta #soudessas

Pois bem, não sabendo como usar, resolvi adaptar a maneira de como usar 🙂

E transformei o camisetão em um bela saia ❤

Poisé, pípo. Versatilidade e possibilidades são muito na vida da gente, quem dirá no guarda-roupa.

Seja criativa

Sabia que não precisaria de muito. Por isso, pensei na t-shirt branca, que é um curinga no armário, com um scarpin, outro candidato forte no closet, armário, chame como preferir 🙂

Mas estava achando minha proposta ainda sem sal 😦

Acrescentei o boné, ótimo, mas quis fazer mais uma gracinha 🙂

Culpa da Juliana Jabour!

Quando peguei o convite do desfile em mãos, tive dúvida não: ia ter um quê divertido. Embalada pela proposta, acrescentei um belo par de meias esportivas, e deu no que deu 🙂

Bem, camisetão feito de saia, comprei na HM durante uma viagem, acho que em NY. Camiseta branca, comprei na Target, da Austrália. O boné é Gap, meias NIKE, bracelete Pandora e bolsa Tommy Hilfinger. É isso.

Fotos? Fernando Piovisan arrasando 🙂

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#UmataldeFlavia : just wanna have fun para a SPFWn43 DAY 3

Não é supresa para ninguém que eu AMO um LOOK DIVERTIDO, né, pípo? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Os acessórios são mais fáceis de encarar e adaptar – sempre invisto neles, não resisto! Mas encarar a proposta no look propriamente em si também é ‘deliça’ (haha, por que não?).

Para o look da vez, agarrei essa calça bapho Zara, dona de muitos patches – barra – mickey divertidos.

Para entender mais sobre a onde patches que invadiu e balançou o mundinho fashion, como vocês…

Palavras de…

Camila Coutinho, do blog Garotas Estúpidas, em We Love Patches

“Eles começaram a surgir nos anos 70 como mais uma forma de expressão para uma década que tanto pregava a liberdade; nos anos 90 ganharam perfume pop e cores mais vivas para enfeitar looks moderninhos e agora chegam a 2016 como item de desejo absoluto entre fashionistas: deu pra entender por que os patches definitivamente merecem um lugar no seu coração (e closet)? A ideia tem muito a ver não só com o revival da década de 1990 (a febre já foi mais forte, mas ainda dá seus respiros), mas também com a ideia da customização como forma de deixar a moda mais exclusiva, mas não necessariamente gastando mais pra isso! Ou seja, vale sua atenção.

#UmataldeFlavia

A vida é muito curta pra se permitir tantas regras (so boring), ainda mais na moda. Por isso, gosto mesmo é de me divertir e de estar bem com aquilo que visto. É meu mantra.

De uns tempos pra cá, a ‘tendença’ patches tem ganhado seu devido lugar na moda, e tem sido muito respeitado. Aplicações ganharam bolsas, parkas e nas variadas formas de jeans, para trazer um pouco mais de informação e frescor, para deixar a proposta do look do dia mais leve.

Se me joguei de cabeça? Que pergunta!

Quando olhei essa calça na Zara, meu beeeeeem, chorei. Mas chorei mesmo, o precinho não dava não, kkkkkkkkkkkkkk. “Sorte” minha ter entrado na Zara em plena liquidação lá na terra dos cangurus, kkkkkk. Só haviam duas calças, exatamente do meu tamanho 🙂 Claro que foi um sinal ❤

Já a t-shirt, que encontrei na CeA, achei fofa, levei e só depois pensei o quão magnífica ficaria se unisse o útil com o agradável no mesmo look.  E deu no que deu.

Arrematei com um baita scarpin e com maxicolete (Zara também) e a bag, já estão cansadas de ver. Fui desse jeito, toda pomposa, conferir o desfile da Apartamento 03, que foi algo absolutamente sem igual.

As fotos ‘a la blogueira‘ foram dele, claro, do Fernando Piovisan.

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{SPFWn43} O ineditismo (e o show) da Apartamento 03 com o seu “Visconde Partido ao Meio”

O desfile que me deixou no chão. Mais uma temporada, a Apartamento 03, do grupo Nohda, comandado por Patrícia Bonaldi, mostra a que veio na passarela. Sob o brilhantismo do estilista Luiz Cláudio, a apresentação seguiu fazendo o que sabe fazer bem: arrancar suspiros e surpreender com um desfile fora da caixa.

Foi na poesia que ele se refugiou e foi buscar inspiração, mas especificamente na literatura de Italo Calvino, “Visconde Partido ao Meio”. Basicamente, ele buscou contrastar a dualidade que pode existir nas coisas: o leve com o pesado, o hi-lo, o girlie com o jeitão tomboy.

A matemática é simples: se teve transparência, também teve Vossa Realeza, veludo molhado. E que veludo! A alfaiataria perfeita também dividiu espaço com uma bela proposta assimetrica.

A apresentação foi feita no terceiro dia da SPFWn43, 15/03.

Extremamente desejável

Sai sem rumo da sala de desfiles, simplesmente um desfile descomunal e totalmente desejável. Com uma moda feminina e atual, o que se viu foi reflexo de uma mulher forte e que sabe o que quer.

Palavras da Vogue Brasil sobre o mestre:

“O ponto de partida do desfile da Apartamento 03, dirigida por Luiz Cláudio Silva, foi O Visconde Partido ao Meio, de Italo Calvino – alegoria sobre um visconde que, numa guerra, é partido ao meio por uma bala de canhão, dividindo-se entre a maldade e a bondade. Na coleção, tecidos aparentemente pesados foram usados de maneira leve, numa interessante dualidade. Com um quê japonista, a apresentação teve como ponto alto bordados sobre uma alfaiataria festiva, linda de se ver.” (veja mais em clicando aqui).

Sem dúvidas, o Luiz é uma das mentes mais criativas que temos na moda atual.

Sem delongas, vamos a galeria desse desfile mágico.

Reprodução: Vogue Brasil e FFW

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#UmataldeFlavia : de pijamão para a SPFWn43 DAY 2

Claaaaaro que euzinha aqui não ficaria de fora da ‘tendença’ pijamão que tem andado por aí, né não, pípo, kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Afinal, estamos falando de peças extremamente despojadas, confortáveis, versáteis, soltinhas, estilosas, ai ai ai, só vejo vantagens e benefícios 🙂

Me rendi a proposta depois de muito observar a prevalência nos streets styles da vida, de Nova York a Paris. Aqui, vi desfilar e ganhar relevância nas mãos do talentoso Luiz, da Apartamento 03, que abriu o desfila da SPFWn41 dando destaque a peça.

Palavras ditas por…

RevistaGlamour, Pijama no street style (aqui)

“Desde a coleção underwear da Louis Vuitton repleta de slip dresses de seda, tipo camisola, e roupões na temporada de inverno 2014, a moda do pijamismo só cresceu. Tudo “culpa” do Marc Jacobs, o então diretor criativo da maison, que adora usar roupa de dormir como street style, ou até no red carpet. Mas pra ser bem “caxias”, Stella McCartney, Jonathan Saunders, Haider Ackermann e Jil Sander mostram looks de dormir versão street nas coleções de verão 2012. Pois bem, de lá pra cá, várias grifes de luxo aderiram ao estilo comfort wear.”

GNT Moda e Beleza, O pijama invadiu as ruas (aqui)

“Nada melhor do que poder usar roupas confortáveis, mas ainda assim, cheias de estilo.  A dica na hora de usar silhuetas mais despojadas é investir em estampas elaboradas e tecidos diferenciados, como o veludo ou a seda. Outro truque é apostar em acessórios marcantes para fazer o contraponto e chamar atenção para o visual.”

#UmataldeFlavia

Sim, é uma moda que exige atitude e muita confiança de quem usa, tem que ter um pouco de jogo de cintura mesmo. Não é todo mundo que se sente à vontade, sei disso.

Mas, por outro lado, quando vejo a oportunidade de abraçar uma moda leve e com um quê de criativa, de diversão, sabem que me jogo mesmo, sem dó, 🙂 Sem medo de ser feliz 🙂

E, por me sentir tão bem, quis levar essa tendência que já havia experimentado e que tem tudo a ver com meu estilo, para conferir o segundo dia da SPFWn43.

As cores, um clássico preto e branco, dão segurança para quem quer iniciar, mas não sabe como. Fora que são cores eternas e que não cansam nunquinha da Silva!

A modelagem é, sim, levinha, folgadinha, confortável. Não quis fazer nada além de dobrar as manguinhas e dar aquele truque gostoso de styling.

Já os acessórios foram usados para arrematar.

Um salto confortável nos pés para dar um ar mais chiquetoso que, inclusive, fez uma mistura de estampas discreta graças ao animal print suave e cor neutra. As tiras que sobem deixam o ar mais lady e com pegada um tantinho hot, fazendo a mesma jogada da renda da camiseta que usei por baixo.

Little bag vermelha pra acender a produção, papel bem executado também pelo batomzão vermelho Ruby Woo, clássico da MAC.

O pijama é da Talita Kume, loja da José Paulino que amo de paixão.

As sandálias, véia de guerra, haha, são Jorge Alex, sim, claro, meu queridinho!

Bolsa, da Tommy Hilfinger e Bracelete Bvlgari.

As fotos foram do talentoso Fernando Piovisan.

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