Por que viajar vale tanto a pena

É uma pergunta difícil de se responder. Talvez seja pelo fato que você estar mais aberto ao novo, disposto a novas possibilidades.

Talvez seja pelo fato de ter disponível um tempo para si e que, por ser senhor do seu tempo, pode criar novas oportunidades.

Pode parecer filosófico demais (talvez seja mesmo) mas o fato é que  viajar constrói a gente. Ao mesmo tempo que desconstrói. Desconstrói achismos, te faz repensar e rever alguns lemas.

Aquela foto ridícula que você achou que nunca faria? Terá várias delas registrada na memória do seu Iphone. Na falta de braços por perto, vai se orgulhar em disparar as centenas de selfie. Aquele cachorro-quente na esquina? Sim, esqueça o manual de ‘disse a mim mesmo que nunca faria isso’, vai lá e experimente. Os da 5a avenida de Nova York são deliciosos. Já comi uns cinco.

Afinal, nunca se sabe quando se irá voltar. E, mesmo que voltar, não será a mesma coisa. Cada viagem é diferente. Posso ir cem vezes para Nova York e, ainda assim, uma viagem nunca será como a outra.

Por isso, faça o que tiver vontade. Arrisque. Se permita viver e ser ridículo. Vai e encare seus medos. Não sabe falar o idioma corretamente? Fale do mesmo jeito. Se errar, tudo bem. É assim que se aprende. Quer viajar, mas não tem com quem ir? Por que não fazer de si mesmo sua melhor companhia?

Viajar me abre a mente, me liberta, me torna aberta ao novo, me gera lembranças. E das boas. Me faz lembrar o quanto precisei me fazer flexível na terra de alguém. O quanto precisei ser generosa e paciente comigo mesma. O quanto precisei me dispor. E o quanto tudo valeu a pena.

Por isso sou a favor do clichê de que viajar é o melhor investimento que existe. Porque você está investindo em você. Nunca viajou? Planeje. Sonhe primeiro.Se permita. Gostaria de viajar mais vezes? Que tal não rever prioridades? O que te impede de colecionar carimbos no passaporte?

Quando embarco em algum voo, vou com a certeza de que voltarei diferente.

Com roupas extras na bagagem e com bagagem extra de sonhos. Você volta com a certeza de que você pode mais. O que você quer? Qual seu sonho? Realize-o. Sim, você pode. Quem disse que não mentiu pra você.

Antes de viajar, confira #7dicas

Dia desses, fui retirar minhas passagens aéreas na American Airlines do aeroporto – o local estava muito mais movimentado do que em outras ocasiões. Não sei se por ser um final de semana, por ser férias de julho ou os dois.

O fato é que a fila formada estava repleta de viajantes com problemas. Perdeu o voo, a mala não chegou, não trouxeram a autorização de viagem do filho.

Ao ouvir as queixas ao meu redor, me dei conta de como podemos evitar problemas antes da viagem. Se você será um viajante de primeira viagem internacional ou se já é um veterano nato, confira algumas dicas para fugir e evitar o estresse.

Documentos e passaporte válido (1)

Item quase obrigatório para os viagens ao exterior  – ‘quase’ porque não há obrigatoriedade em vários destinos da América do Sul – não se esqueça de conferir se seu passaporte está em dia. Isto porque muita gente desconhece que seu passaporte está com a validade vencida ainda que aparentemente em dia. Eu explico.

Alguns países exigem que o passaporte tenha, no mínimo, 6 meses de validade. Se o passaporte vence em fevereiro de 2017 e sua viagem para os Estados Unidos, por exemplo, é justamente nas férias de dezembro de 2016, isso significa que seu passaporte com validade para fevereiro de 2017 está inabilitado para esse tipo de viagem.

Portanto, não deixe para a última hora e solicite um novo documento o mais rápido que puder. Parece um aviso bobo, mas é um detalhe que passa despercebido por frequência. Ah, e lembrando que, na atual conjuntura, há uma espera considerável para solicitar tanto o primeiro como a renovação do passaporte.

Por experiência de causa, solicitei um novo há algumas semanas atrás – com retirada prevista para 60 dias.

De qualquer forma, não deixe de conferir as orientações do país de destino. E, claro, não esqueça de dar atenção devida ao visto de turista também.

Quanto ao resto, leve o original e/ou cópia dos documentos que julgar necessário, além do passaporte, e se atente a documentação necessária no caso de um menor de idade (21 anos). Se ele viaja acompanhado apenas da mãe, por exemplo, é necessário autorização por escrito do pai. A exceção estará se ele portar o novo passaporte, em que a autorização da viagem de um menor desacompanhado por algum dos responsáveis já estará ali.

Extravio de bagagem (2)

Experiência de causa ‘dois’, não despreze as etiquetas correspondentes as bagagens despachadas. Constam exatamente nas etiquetinhas o código localizador, necessário para encontrar a mala extraviada.

Eu já tive o desprazer de ter a mala perdida – em Cancún.

– Mas, Flavia, você já foi para Cancún?

A resposta é não, nunca fui.

Minha primeira viagem internacional sozinha foi marcada por superações e aventuras. Enquanto em conhecer a Miss Liberty na Terra do Tio Sam, Nova York, tive o desprazer de chegar ao aeroporto JFK e ver todas as malas possíveis rodarem na esteira – menos a minha.

O desespero de não ver minha santa bagagem me fez testar meu CNA English de uma maneira pouco esperada. Precisei me dirigir ao guichê responsável, abrir ocorrência e aguardar para que o melhor pudesse acontecer – fora as ligações infinitas e desesperadas para a companhia aérea responsável.

Bem, o melhor não aconteceu. Passei a viagem toda sem minha mala e tive que esperar um mês para recuperar a bendita.

Talvez, depois de todo o meu lamento, você deve estar se perguntando se realmente vale a pena amar essa bendita etiquetinha depois de toda dor de cabeça que eu tive que passar.

A resposta está justamente nas entrelinhas.

Vou manter o suspense e contar em um post específico, tá?

Mas, acreditem, guarde a pequeninha com muito carinho  🙂

Peso e número de bagagens (3)

Outro tópico que costuma causar dor na consciência é exatamente esse.

Sou um exemplo a não ser seguido, confesso: quero levar minha casa inteira, principalmente em viagens longas. Sempre penso: ‘quando ver o que tem na mala, não vou querer comprar nada.’ Mas acontece exatamente o contrário, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Resultado: sempre levo um dindin para bagagem extra 🙂 😦

Claro, costumo viajar sozinha e trazer os pedidos da família toda. Isso, unido ao fato de um ser uma fashion lover, colabora para que eu realize a proeza sem muito peso na consciência 🙂

Mas, caso não tenha planejado nada disso, nem se dado conta do que pode acontecer, isso não é nada legal. Acreditem em mim: levem somente o necessário 🙂 E comprem o necessário também (ou não, haha).

Lembrando que viagens internacionais permitem duas malas de 32kg para serem despachadas e mais uma mala de mão. Os tamanhos das bagagens têm sido rigorosamente conferidos. Lembre-se de verificar se estão nos padrões antes de fazer as malas.

Horário do voo (4)

Se seu voo está marcado para 22hs, isso não significa que você pode colocar os pés no aeroporto 21h30, mas que antes mesmo disso deverá estar com o bumbum coladinho no assento do avião.

Voos nacionais pedem antecedência de duas horas; internacionais, três. Mora em São Paulo? Não confie e saia antes do horário estimado pela rota do Google Maps, do Waze ou de quem quer que seja. Não pague para ver.

Quando estive no aeroporto para imprimir as passagens, duas viajantes perderam o voo para Los Angeles, em alta temporada. Ou seja, voos lotados e passagens caras. Era um domingo – me diga se poderiam ter evitado o estresse de conseguir outro voo – pagar novamente por ele – ou não?

Dinheiro (5)

Passagens em mãos e estadia garantida, é hora de trocar as dilmas por obamas ou elisabetes 🙂

Na verdade, ignore a ordem acima e troque o dinheiro assim que achar necessário. Eu, por exemplo, costumo trocar a cada quinze dias ou mês a mês, a partir do momento que sei que farei certa viagem. Mas não é minha via de regra.

Faço isso porque, como já viajei com dólar a R$4,30 (saudades, cotação a R$ 1,75), acho que todo cuidado é pouco.

Quando se troca pequenas quantias aos poucos – e não tudo de uma vez – as chances de se decepcionar com uma cotação nas alturas, diminuem consideravelmente.

Por exemplo, digamos que hoje o dólar esteja R$3,30 e que, em Outubro, haja uma valorização do dólar frente ao real (o que não é muito difícil, como sabemos) e ele chegue a R$3,50. Se eu tiver me precavido e trocado pelo menos um pouco, estarei em vantagem, ainda que pequena.

Se eu se manter entre R$3,30 ou um pouco abaixo, a perda, ainda assim, não será grande.

Eu costumo levar dinheiro em travel Money (que são cartões pré-pagos, ou seja, recarregáveis), pela praticidade e confiança. Levo pouca quantia em espécie, mais para necessidade emergência, mas cada um é cada um. A questão do cartão é o IOF, uma espécie de taxa ou imposto cobrado.

Sobre cartão de crédito, particularmente, nunca usei em viagem internacional. Mas, atenção: é sempre bom levar. Já usar, é outra coisa.

Posso fazer um post específico para este tópico também.

Seguro (6)

Pagar para usar o hospital em caso de emergência no exterior pode sair o olho da cara, como dizem. Já soube de casos que uma ‘simples’ crise renal iria custar a bagatela de mil dólares (grifo da autora), devido aplicação de medicação – mas o gasto foi coberto pelo seguro.

Vale consultar a sua operadora de cartão de crédito antes de embarcar para conhecer as possibilidades. Operadoras de cartão pré-pago e, claro, agências de viagem também oferecem o serviço.

Comunicação (7)

Eu não sou a pessoa mais conectada do mundo quando estou no conforto da minha casa – muito menos quanto tenho tempo disponível para desbravar um outro país. Mas sei exatamente quando e como usar a tecnologia a meu favor. Não confie no wi-fi do hotel e tenha mapas off-line no seu celular. Tenha números necessários anotados e sempre por perto. Saiba como fazer uma chamada internacional, ainda que seja a cobrar, em caso de emergência.

Quando minha mala foi para Cancún, por exemplo, baixou em mim um espírito de sabedoria tão grande que umas das primeiras coisas que eu fiz foi entrar em contato com a minha família e com a agência de viagem que comprei aquele pacote turístico no Brasil. Liguei para o motorista que faria o transfer (sim, tinha levado o número) e tomei as medidas necessárias.

Não ache que a internet ou o celular são necessários apenas para fotos no Instagram e check-in no Facebook.

—-

É isso, pípo.

Gostam de assuntos de viagem and about?

Tem algum tema que quer ver por aqui?

Esse post te ajudou?

Me deixe saber 🙂

7 dicas sobre: como encontrar passagens aéreas em conta

Olá, pípo!

Com toda correria, queremos ter informação cada vez mais rápida, concordam?

Pensando nisso, criei a tag #7dicas para trazer a vocês o que eu acho imprescindível sobre diversos assuntos, desde lugares, viagens, comidinhas, moda, beleza, etc. Claro, reflexões mais longas (do jeito que eu gosto) ainda darão às caras por aqui, mas essas dicas rapidinhas, penso eu, serão ‘uma mão na roda.’

Então, vamos lá?

Muita gente me pergunta como faço para achar passagens aéreas em conta (aka baratas, pechinchadass, com valor very good que cabem no bolso e que não comprometam todo o limite do  cartão, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk).

Bem, no meu caso, faço algumas viagens específicas em agência de viagens  (alô, Big Travel); já outras idealizo e faço na cara e na coragem mesmo (sou dessas).

Por isso, aprendi alguns macetes que sempre me ajudam no momento de comprar uma passagem.

Preparados para dar print? kkkkkkkkkkk

 

  • Atenção quanto aos dias e horários da procura. É comprovado que alguns dias e horários específicos influenciam – e muito- o valor das passagens aéreas. Há especulações de que, a depender da audiência e da procura, as companhias aéreas valorizam o valor da passagem. Por isso, não se limite ao valor encontrado em um dia só – muito menos em um único horário. Há quem acredite que terça-feira seja o dia de ‘sorte’ para encontrar a tão aguardada oferta aérea. Já outras pesquisas, como a realizada recentemente pelo site Expedia e a Airlines Reporting, elegem os finais de semana para achar pechinchas aéreas. O relatório anual ‘Preparing for takeoff: Air travel outlook for 2016‘ { Preparando-se para decolar: uma visão das viagens de avião para 2016} realizado pela própria empresa levou em consideração dados de 2015. Ainda de acordo com a pesquisa, terça-feira costuma ficar em segundo lugar nos preços mais em conta. Embora muitos pensem  que comprar a passagem muito tempo antes seja o ideal para sentir menos no bolso, é com 21 dias e antecedência que os valores parecem estar mais atrativos. Para maiores detalhes, você pode acessar um site de viagem que eu super recomendo, o Roadtrio;

 

  • Compare os preços entre as companhias. Vários sites, como a Submarino Viagens, Decolar.com, Viajanet e Expedia reúnem as cotações oferecidas por várias companhias em um só lugar. Inclua na lista o Google nosso de cada dia (Google Flight)- muito bom, por sinal. Se atente ao valor e horários oferecidos – normalmente voos com conexões costumam sair mais em conta, como falarei no próximo tópico;

 

  • Rotas alternativas e voos com  conexões costumam ter valores mais atrativos – mas não é necessariamente uma via de regra. Se o bolso dói menos, no entanto, pode ser uma opção mais desgastante. Por vezes, uma viagem de 8hs pode durar o dobro – e até mais – só pelo fato de ter fazer troca ou aguardar o horário do próximo voo. Se precisar escolher essa opção, recomendo que tenha tempo disponível – e bastante calma. Mas, como disse – e repito – o fato de voos com conexão serem mais baratos é uma tendência – e não  via de regra. Já vi conexões com valores beeeem mais caros que um voo direto. Vale a pena ficar de olho também na saída e chegada no local de destino. Por exemplo, por vezes, partir de Viracopos, em Campinas, pode sair mais em conta do que sair de Guarulhos;

 

  • Limpar os cookies de seu computador pode ser uma boa. Há boatos de que companhias aéreas têm acesso as informações providas dos cookies, que entregam nossas buscas online. A lógica é a seguinte: pela procura (excessiva) e necessidade, as companhias aumentariam o valor da passagem. Se é coerente ou não, não há dados que comprovem. No entanto, por experiência de causa, já fiz buscas de computadores diferentes para o mesmo destino – e a diferença de valor foi absurda;

 

  • Tenha em mãos vários app. Baixe, no tablet ou smartphone, aplicativos específicos. Decolar.com, E.destinos, Skycanner, Kayak, Voopter e vários outros.  Eu, por exemplo, tenho o Momondo – e gosto bastante;

 

  • Siga vários perfis de viagens nas redes sociais. Passagens imperdíveis, por exemplo, publicam vários achados realmente bem em conta. Melhores destinos também. Claro, as datas costumam ser específicas e, normalmente, longe da alta temporada. É uma tendência, e não uma regra, e vale muito a pena ficar de olho. Graças a eles, já consegui uma passagem de 1600 dilmas (com taxas) para viajar para os States;

 

  • E não esqueçam de dar aquela atenção especial para as milhas. Seja de uma viagem anterior ou aquelas acumuladas no cartão de crédito, são uma mão na roda. Pode ser que não tenha milhas suficiente para realizar uma viagem, mas, às vezes, comprar as milhas restantes se torna mais vantajoso do que gastar com uma nova passagem aérea. Sei que este tema é bem específico. Mas, se quiserem, me contem na vida ou nos comentários se querem um post específico.

 

Então é isso, pípo. 

Agora é só se jogar e ficar de olho na próxima viagem 🙂

 

 

Sobre viajar sozinha

Sentar no avião e não ter nenhum conhecido para contar o detalhe que deixou escapar durante o dia. Olhar para o lado e perceber que, diferente de você, outros passageiros tem o conforto de sua família. E que a sua não está por lá.

Viajar sozinha é descobrir que se está só, mas que, ao mesmo tempo, não se está. Você tem a si mesmo, tem seus sonhos, tem o mundo a seus pés. O que mais você precisa além de acreditar em si?

Lógico, você precisa vencer seus medos. Precisa eliminar esse monstrinho que insiste em te desanimar, que costuma te lembrar de que você não pode. Prove a ele o contrário. Tenha mais fé.

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