vestir o que der na telha

Existe uma forma diferente de fazer moda, de falar de moda, de interpretar moda. Sim!

Mas o que mais se vê são pessoas engessadas fazendo o mais do mesmo, reféns de um medo, de uma tendência, do próprio espelho ou seja lá o que for.

Eu não estava mais a fim de blog, questão de tempo, de prioridades e por enxergar os conteúdos que eu mesma consumia, de certa forma, como fútil. Pouca informação, muito eu. Muita blogueira bancando o “cabide ambulante” e eu deixei de seguir algumas delas.

Não sou a influencer que abre a caixa de recebidos no final do mês, mas recebo uns cinco a dez {poucas ?} respostas de stories todas as vezes que me permito falar não sobre moda, mas da maneira de como ela nos comunica.

Estranhamente, passamos uma mensagem com o All Star que escolhemos calçar pela manhã e até com o pijama que estamos vestindo, goste você ou não.

E a maneira como muitas lidam com isso é que, sim, é futilidade. Por isso, passam uma péssima impressão de si mesmas, de que não se amam e que não estão nem aí pelo fato de ela e outra pessoa terem firmado um compromisso logo pela manhã.

Por que pensamos assim e, principalmente, por que agimos assim?

Foi durante a volta pra casa após um desfile na São Paulo Fashion Week que uma conversa me despertou, e devo muito a pessoa que veio no uber comigo 🙂 Assustei-me, confesso, com aquelas palavras disparadas de que “eu sei que você é uma mulher forte e audaciosa até pela forma como você de veste, mas poucas pessoas te conhecem assim”.

E, por mais ridículo que isso possa parecer, eu estava impedindo que muitas delas realmente me conhecessem por medo do que elas iam pensar, e isso não faz o menor sentido.

Esse blog está fora do ar há pelo menos sete meses e sem atualização acho que um ano, e decido trazê-lo de volta em pleno sábado, 13:31.

Não é sobre moda, não é sobre beleza, não é sobre viagens, é sobre você.

Talvez tenham te dito que não é legal vestir onça com estampa de bolinha, mas estou aqui pra dizer que, se te der na telha, e daí?

Talvez esteja na hora de fazer diferente. E eu quero riscar esse fósforo o quando antes.

Welcome again!

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um desabafo sobre preconceito

vou lhe contar um historinha…

Era uma vez uma menina que sempre gostou muito de observar. Ela observava como seu pai tinha habilidades na cozinha, como sua irmã tocava piano muito bem, como sua mãe enfeitava seus cabelos. Ela amava usar laços no cabelo, do tipo, laços vermelhos bem gigantes.

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Papo de Quinta: cada um tomando conta da sua vida

Hoje se tornou comum sair metendo o bedelho na vida dos outros; as redes sociais dão conta do recado e, convenhamos, facilitaram – e muito – esse tipinho de serviço. O serviço de bisbilhotar e se sentir no direito de palpitar na vida dos outros.

É fácil dizer tudo o que se pensa nas fotos dos outros: na cara é que não é.

Mascara sua cara de pau, pinta o cenário perfeito para sua construção (podre, bem podre).

É fácil perder os limites e chamar de LIBERDADE DE OPINIÃO o que, na verdade, é uma GRANDE FALTA DE EDUCAÇÃO. Falta de educação, sim.

É feio, é covarde escrever coisas que você só tem coragem de dizer pelas costas. É feio se pronunciar em nome da sua verdade sem se preocupar se vai ou não ofender os outros. Haters.

E se fizessem o mesmo com você?

E se decidissem escrever umas verdades lá no perfil da sua mãezinha?

O que faria?

Como iria se sentir?

Acho que não é legal, não é mesmo?

Pois é.

Está na hora de começar a se colocar no lugar do coleguinha. Na hora de crescer e parar de ser criança. Será que não dá pra ver que se banca o sem noção metralhando colocações desnecessárias?

Não gosta do que eu faço?

Eu não te perguntei!

Guarde sua opinião não perguntada pra você.

Se poupe, me poupe, nos poupe.

Vale lembrar que, sim, tudo o que vai, volta.

Espero do fundo do peito que colhamos o que temos plantado.

Sua hipocrisia disfarçada de verdade?

Sua linguinha afiada?

Seu cinismo?

Por que viajar vale tanto a pena

É uma pergunta difícil de se responder. Talvez seja pelo fato que você estar mais aberto ao novo, disposto a novas possibilidades.

Talvez seja pelo fato de ter disponível um tempo para si e que, por ser senhor do seu tempo, pode criar novas oportunidades.

Pode parecer filosófico demais (talvez seja mesmo) mas o fato é que  viajar constrói a gente. Ao mesmo tempo que desconstrói. Desconstrói achismos, te faz repensar e rever alguns lemas.

Aquela foto ridícula que você achou que nunca faria? Terá várias delas registrada na memória do seu Iphone. Na falta de braços por perto, vai se orgulhar em disparar as centenas de selfie. Aquele cachorro-quente na esquina? Sim, esqueça o manual de ‘disse a mim mesmo que nunca faria isso’, vai lá e experimente. Os da 5a avenida de Nova York são deliciosos. Já comi uns cinco.

Afinal, nunca se sabe quando se irá voltar. E, mesmo que voltar, não será a mesma coisa. Cada viagem é diferente. Posso ir cem vezes para Nova York e, ainda assim, uma viagem nunca será como a outra.

Por isso, faça o que tiver vontade. Arrisque. Se permita viver e ser ridículo. Vai e encare seus medos. Não sabe falar o idioma corretamente? Fale do mesmo jeito. Se errar, tudo bem. É assim que se aprende. Quer viajar, mas não tem com quem ir? Por que não fazer de si mesmo sua melhor companhia?

Viajar me abre a mente, me liberta, me torna aberta ao novo, me gera lembranças. E das boas. Me faz lembrar o quanto precisei me fazer flexível na terra de alguém. O quanto precisei ser generosa e paciente comigo mesma. O quanto precisei me dispor. E o quanto tudo valeu a pena.

Por isso sou a favor do clichê de que viajar é o melhor investimento que existe. Porque você está investindo em você. Nunca viajou? Planeje. Sonhe primeiro.Se permita. Gostaria de viajar mais vezes? Que tal não rever prioridades? O que te impede de colecionar carimbos no passaporte?

Quando embarco em algum voo, vou com a certeza de que voltarei diferente.

Com roupas extras na bagagem e com bagagem extra de sonhos. Você volta com a certeza de que você pode mais. O que você quer? Qual seu sonho? Realize-o. Sim, você pode. Quem disse que não mentiu pra você.

Por que te incomoda tanto o fato de eu estar solteira?

 

Perguntas relacionadas a vida amorosa a uma solteira cria na mesma uma cobrança desigual, o que pode gerar uma ansiedade que muitas não sabem lidar muito bem. Afinal, a mulher por si só já cria expectativas sobre si mesma: não seja mais uma a enchê-la e despejar sobre ela ainda mais ansiedade.

Eu, por exemplo, não estou ansiosa em apertar o botão de “relacionamento sério” no meu Facebook. Pode parecer clichê ou blasé esse papinho meio cafona de ‘#estoubemcomigomesma’, mas acontece que realmente estou bem. E, pra fazer Flavinha apertar o botãozinho, felizmente, não vai ser qualquer um. Eu não sou uma qualquer. Hoje, eu não só busco um relacionamento inteligente como também procuro ser inteligente.

Então, sinto muito se ainda não saí por aí galopando em um belo cavalo branco ao lado do meu príncipe encantado. Sinto muito se ainda não postei fotos com o boy na frente da Times Square. Eu imagino, é realmente bem de decepcionante.

Eu saí de um relacionamento de 4 anos como se estivesse entrado em um divórcio. Hoje estou muito bem, de nada, com a maior certeza de que tomei a melhor decisão da minha vida. Vidinha esta que tem descoberto alucinadamente uma nova Flavia, que vem se superando, se descobrindo e desbravando o mundo, seus talentos e a si mesma.

Enquanto não tenho ensaiado, finalmente, minha entrada na igreja com direito a marcha nupcial, vou aproveitando e cuidando da minha vida, ao invés de tentar dar pitacos  na vida dos outros.

Talvez algumas pauladas somadas a outras experiências tenham me feito menos emotiva e muito mais pé no chão. Não me abalo facilmente com comentários negativos nem me permito ser engolida pelas expectativa de fora, além da própria ansiedade. E espero me manter assim.

A vida é muito curta pra se trancar dentro de si mesma, cronometrando os segundos e olhando para o relógio que você mesma se deu. Esperando dar a hora certa e chegar a data em que finalmente poderá jogar na cara da sua mãe ou de quem quer que seja que não ficou pra titia.

Eu não sou dessas, gata, eu não sou.

Sorry!

Quero muito meu marido e o nosso casal de Lulu da Pomerânia, mas isso é por mim, e não por ninguém.

Eu sei que célebre pergunta: “E aí, já está…?” faz parte da curiosidade, é algo até natural. Mas, como tudo na vida, deve haver limites, equilíbrio e também pesar nas intenções. A dica fica: que tal se perguntar, antes da falar qualquer coisa, se o que vai falar vai construir ou destruir os outros?

Já se perguntou?