SAIA da zona de conforto

Esse post é pra você que só de pensar em sair “com as canelas” de fora em dias frios se arrepia é toda, hahahah

Eu faço parte do time das friorentas por motivos óbvios, hahah, mas nem por isso me privo de usar saias no inverno, pelo contrário.

Quem é leitora antiga da Folha Universal ❤ deve se lembrar de uma matéria que fizemos exatamente levantando essa questão (e com esse mesmo título, diga-se de passagem), de criar versatilidade dentro do armário (quem não quer?).

Confesso que desde então comecei a olhar para as minhas saias com mais carinho e acho estranho usar apenas calças no frio {estranho!}

As eleitas tendem a ser aquelas que conseguem cobrir o máximo as pernocas – questão de bom senso.

Saias e suas variáveis

As de comprimento mídi tem ganhado o armário e os corações da mulherada exatamente por transitarem bem em looks calorentos como naqueles que pedem camadas a mais. No frio, claro, legal é usá-las com botas – embora muitas achem que não seja possível. Mas é, e por que não seria? Vale olhar com carinho tanto as ankle boots, que chegam até o tornozelo, como as de cano alto, que também têm causado impacto nas produções.

Vale lembrar que, nessa altura do campeonato, nem só de botas sobrevivem o inverno. As sandálias voltam com tudo, embaladas no melhor dos anos 80 – isso mesmo, com meias ❤

Quanto aos tecidos, os mais encorpados, como o couro, levam fama. Mas os fluídos também tem dispontado cada vez mais em produções, acompanhados de tricots e moletons que dão bossa ao look todo. Tende a ser uma opção para quem quer ousar um pouco mais nesse mundinho fashion.

Mas, chega de prosa!

Que tal inspirações pra gente se jogar de vez na ideia?

Vá de saia lápis

O shape reto da peça imprime um ar bacanudo à produção. Veja que incrível a composição da saia de paetês em plena luz do dia 🙂 O truque para trazer equilíbrio? Está no uso da malha oversized que deixa a combinação com cara de “aaah, saí assim? Nem vi“, hahahah. Outra aposta para quebrar a seriedade da peça são os moletons e, nos pés, o bom e velho tênis.

 

 

 

Saia fluídas, sim!

Como notamos, as “molengonas” também tem lutado para garantir seu humilde espaço no inverno, hahaha. Já sabem, investir na parte de cima para dar um esquentada é uma ideia mais do que válida e, nos pés, botas exatamente para contrapor. Mas tudo depende do seu nível de frio – e do Climatempo, é claro, hahahaha

 

 

 

Bem menininha

Parênteses para as saias plissadas, que transitam bem pra caramba nas mudanças de estação.

 

 

 

Fashionista

Mix de estampa, acessórios em evidência e peças chamativas tanto na cor como no caimento acendem o look.

 

 

 

Extra, extra!

E dale dose multiplicada de produções para se inspirar.

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Reprodução/ Pinterest

vestir o que der na telha

Existe uma forma diferente de fazer moda, de falar de moda, de interpretar moda. Sim!

Mas o que mais se vê são pessoas engessadas fazendo o mais do mesmo, reféns de um medo, de uma tendência, do próprio espelho ou seja lá o que for.

Eu não estava mais a fim de blog, questão de tempo, de prioridades e por enxergar os conteúdos que eu mesma consumia, de certa forma, como fútil. Pouca informação, muito eu. Muita blogueira bancando o “cabide ambulante” e eu deixei de seguir algumas delas.

Não sou a influencer que abre a caixa de recebidos no final do mês, mas recebo uns cinco a dez {poucas ?} respostas de stories todas as vezes que me permito falar não sobre moda, mas da maneira de como ela nos comunica.

Estranhamente, passamos uma mensagem com o All Star que escolhemos calçar pela manhã e até com o pijama que estamos vestindo, goste você ou não.

E a maneira como muitas lidam com isso é que, sim, é futilidade. Por isso, passam uma péssima impressão de si mesmas, de que não se amam e que não estão nem aí pelo fato de ela e outra pessoa terem firmado um compromisso logo pela manhã.

Por que pensamos assim e, principalmente, por que agimos assim?

Foi durante a volta pra casa após um desfile na São Paulo Fashion Week que uma conversa me despertou, e devo muito a pessoa que veio no uber comigo 🙂 Assustei-me, confesso, com aquelas palavras disparadas de que “eu sei que você é uma mulher forte e audaciosa até pela forma como você de veste, mas poucas pessoas te conhecem assim”.

E, por mais ridículo que isso possa parecer, eu estava impedindo que muitas delas realmente me conhecessem por medo do que elas iam pensar, e isso não faz o menor sentido.

Esse blog está fora do ar há pelo menos sete meses e sem atualização acho que um ano, e decido trazê-lo de volta em pleno sábado, 13:31.

Não é sobre moda, não é sobre beleza, não é sobre viagens, é sobre você.

Talvez tenham te dito que não é legal vestir onça com estampa de bolinha, mas estou aqui pra dizer que, se te der na telha, e daí?

Talvez esteja na hora de fazer diferente. E eu quero riscar esse fósforo o quando antes.

Welcome again!

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{SPFWn43} Juliana Jabour acelerada e aposta no motocross

Assim que tive em mãos o convite para o desfile da Juliana Jabour (16/03), soube que viria coisa boa. O mood dispojadão anunciava uma moda divertida e cheia de bossa: tanto que, de certa forma, de encorajou a me atrever um tantico a mais na escolha do meu #lookdodia

Fato é que assim que o recebi, tive a impressão de que veria algo tão bacanudo e atual como o que vimos no último desfile de Tommy Hilfinger, que armou o #Tommyland em plena Los Angeles. Claro que incendiou. Se a pegada californiana acendeu e despertou o desejo dos consumidores que querem conforto e algo legal para vestir, a sensação que me restou foi que veria nas passarelas cores primárias reinar, roupas com pegada street e jeitão sporty – que está super em alta – e pés no chão. Uma moda bem pé no chão.

Da Califórnia para as passarelas paulistanas, foi o que pude perceber. Uma moda aventureira, pronta para tudo. Uma moda autêntica que tem chamado atenção por um DNA orgânico e original.

Maria gasolina

Foi um desfile explosivo e muito gostoso de se assistir. Eu, que tenho uma queda básica por certa vibe divertida nos looks, pude ver exatamente isso cobrir à pele e transparecer jovialidade. Fato: cores primárias, como o motocross remete, reinou como o Pantone absoluto. Certa agressividade e agilidade que o esporte remete dividiu holofote com tecidos leves, fluídos, renda, transparência e babados. Calças com tecido “molinho”, de caimento gostoso no corpo, vestidos e saias de comprimento mídi turbinados por forte assimetria também bateram ponto. Moletom e bomber jacket? Teve, sim senhor! O duo preto e branco serviram de base para vermelho, amarelo, verde e azul, que quebraram o combo com suavidade. Estampas – leia- se listras – também deram às caras.

Gostaria de compartilhar o que divulgaram na mídia.

“A referência de motocross deu um sabor moderno, divertido e muito cool na coleção de Juliana Jabour. A mistura entre modelagens românticas esvoaçantes, babados, mangas bufantes com o radicalismo do universo motoqueiro caiu muito bem. Um dos possíveis caminhos do street, a referência esportiva traz sempre ricas informações estéticas atemporais. O esporte é tendência democrática, cai no gosto de vários tipos de consumidor, sejam mais inovadores ou mainstream, é divertido e de fácil absorção. Mas Juliana Jabour deu um passo a mais e foi naquele esportivo mais nervosinho, que tem charme vintage, é menos comportado. Cores geralmente primárias povoam esse universo e na passarela vimos a prevalência do preto e branco, em grafismos e estampas com ponto de azul, rosa, vermelho. Vivemos o momento de paixão pelo street e pelo oversized e na coleção fez muito sentido aquele look total estampadão do motoqueiro em corrida patrocinada. Porque a moda ainda pede as bombers, os jaquetões, os símbolos. As mulheres ainda escolhem os saiões, sejam mídi, longos, mas que aconteçam enquanto elas caminham. E tudo isso pode ter sangue novo, sangue quente de motoqueiro empinando sua moto enfeitada enquanto uns babados sacodem ao vento” Por Juliana Lopes, do FFW (confira a matéria completa aqui).  

Vale mais um:

“Em clima Speed Racer, Juliana Jabour mergulha na estética motocross em uma coleção de styling esperto e repleta de peças-desejo. Na passarela, calças que remetem ao esporte são combinadas a camisas vitorianas repletas de babados, decorativismo que enfeita também os moletons que são a cara da grife, usados inclusive por baixo de camisolas. O jogo entre matérias-primas leves e pesadas é a proposta também para vestir as belas jaquetas de couro, usadas sobre levíssimos vestidos de tule.” Por Vogue Brasil (confira matéria completa aqui).

Que tal conferir o que rolou na galeria?

(Reprodução FFW)

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#UmataldeFlavia : sporty and fun o para o SPFWn43 DAY 4

_DSC9564_DSC9567Aquela dia que você transforma a camisa em saia, kkkkkkkkkkkkkkkk.

Não sei vocês, mas algumas condições são necessárias para que eu compre qualquer peça de roupa. Primeiro, que não me faça comprar outra para combinar com ela. Segundo, que seja um bom desafio fashion. Essa peça foi uma dessas 🙂

Não tinha a menor ideia de como usar, por isso, soube que valeria a aposta #soudessas

Pois bem, não sabendo como usar, resolvi adaptar a maneira de como usar 🙂

E transformei o camisetão em um bela saia ❤

Poisé, pípo. Versatilidade e possibilidades são muito na vida da gente, quem dirá no guarda-roupa.

Seja criativa

Sabia que não precisaria de muito. Por isso, pensei na t-shirt branca, que é um curinga no armário, com um scarpin, outro candidato forte no closet, armário, chame como preferir 🙂

Mas estava achando minha proposta ainda sem sal 😦

Acrescentei o boné, ótimo, mas quis fazer mais uma gracinha 🙂

Culpa da Juliana Jabour!

Quando peguei o convite do desfile em mãos, tive dúvida não: ia ter um quê divertido. Embalada pela proposta, acrescentei um belo par de meias esportivas, e deu no que deu 🙂

Bem, camisetão feito de saia, comprei na HM durante uma viagem, acho que em NY. Camiseta branca, comprei na Target, da Austrália. O boné é Gap, meias NIKE, bracelete Pandora e bolsa Tommy Hilfinger. É isso.

Fotos? Fernando Piovisan arrasando 🙂

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#UmataldeFlavia : just wanna have fun para a SPFWn43 DAY 3

Não é supresa para ninguém que eu AMO um LOOK DIVERTIDO, né, pípo? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Os acessórios são mais fáceis de encarar e adaptar – sempre invisto neles, não resisto! Mas encarar a proposta no look propriamente em si também é ‘deliça’ (haha, por que não?).

Para o look da vez, agarrei essa calça bapho Zara, dona de muitos patches – barra – mickey divertidos.

Para entender mais sobre a onde patches que invadiu e balançou o mundinho fashion, como vocês…

Palavras de…

Camila Coutinho, do blog Garotas Estúpidas, em We Love Patches

“Eles começaram a surgir nos anos 70 como mais uma forma de expressão para uma década que tanto pregava a liberdade; nos anos 90 ganharam perfume pop e cores mais vivas para enfeitar looks moderninhos e agora chegam a 2016 como item de desejo absoluto entre fashionistas: deu pra entender por que os patches definitivamente merecem um lugar no seu coração (e closet)? A ideia tem muito a ver não só com o revival da década de 1990 (a febre já foi mais forte, mas ainda dá seus respiros), mas também com a ideia da customização como forma de deixar a moda mais exclusiva, mas não necessariamente gastando mais pra isso! Ou seja, vale sua atenção.

#UmataldeFlavia

A vida é muito curta pra se permitir tantas regras (so boring), ainda mais na moda. Por isso, gosto mesmo é de me divertir e de estar bem com aquilo que visto. É meu mantra.

De uns tempos pra cá, a ‘tendença’ patches tem ganhado seu devido lugar na moda, e tem sido muito respeitado. Aplicações ganharam bolsas, parkas e nas variadas formas de jeans, para trazer um pouco mais de informação e frescor, para deixar a proposta do look do dia mais leve.

Se me joguei de cabeça? Que pergunta!

Quando olhei essa calça na Zara, meu beeeeeem, chorei. Mas chorei mesmo, o precinho não dava não, kkkkkkkkkkkkkk. “Sorte” minha ter entrado na Zara em plena liquidação lá na terra dos cangurus, kkkkkk. Só haviam duas calças, exatamente do meu tamanho 🙂 Claro que foi um sinal ❤

Já a t-shirt, que encontrei na CeA, achei fofa, levei e só depois pensei o quão magnífica ficaria se unisse o útil com o agradável no mesmo look.  E deu no que deu.

Arrematei com um baita scarpin e com maxicolete (Zara também) e a bag, já estão cansadas de ver. Fui desse jeito, toda pomposa, conferir o desfile da Apartamento 03, que foi algo absolutamente sem igual.

As fotos ‘a la blogueira‘ foram dele, claro, do Fernando Piovisan.

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