Antes de viajar, confira #7dicas

Dia desses, fui retirar minhas passagens aéreas na American Airlines do aeroporto – o local estava muito mais movimentado do que em outras ocasiões. Não sei se por ser um final de semana, por ser férias de julho ou os dois.

O fato é que a fila formada estava repleta de viajantes com problemas. Perdeu o voo, a mala não chegou, não trouxeram a autorização de viagem do filho.

Ao ouvir as queixas ao meu redor, me dei conta de como podemos evitar problemas antes da viagem. Se você será um viajante de primeira viagem internacional ou se já é um veterano nato, confira algumas dicas para fugir e evitar o estresse.

Documentos e passaporte válido (1)

Item quase obrigatório para os viagens ao exterior  – ‘quase’ porque não há obrigatoriedade em vários destinos da América do Sul – não se esqueça de conferir se seu passaporte está em dia. Isto porque muita gente desconhece que seu passaporte está com a validade vencida ainda que aparentemente em dia. Eu explico.

Alguns países exigem que o passaporte tenha, no mínimo, 6 meses de validade. Se o passaporte vence em fevereiro de 2017 e sua viagem para os Estados Unidos, por exemplo, é justamente nas férias de dezembro de 2016, isso significa que seu passaporte com validade para fevereiro de 2017 está inabilitado para esse tipo de viagem.

Portanto, não deixe para a última hora e solicite um novo documento o mais rápido que puder. Parece um aviso bobo, mas é um detalhe que passa despercebido por frequência. Ah, e lembrando que, na atual conjuntura, há uma espera considerável para solicitar tanto o primeiro como a renovação do passaporte.

Por experiência de causa, solicitei um novo há algumas semanas atrás – com retirada prevista para 60 dias.

De qualquer forma, não deixe de conferir as orientações do país de destino. E, claro, não esqueça de dar atenção devida ao visto de turista também.

Quanto ao resto, leve o original e/ou cópia dos documentos que julgar necessário, além do passaporte, e se atente a documentação necessária no caso de um menor de idade (21 anos). Se ele viaja acompanhado apenas da mãe, por exemplo, é necessário autorização por escrito do pai. A exceção estará se ele portar o novo passaporte, em que a autorização da viagem de um menor desacompanhado por algum dos responsáveis já estará ali.

Extravio de bagagem (2)

Experiência de causa ‘dois’, não despreze as etiquetas correspondentes as bagagens despachadas. Constam exatamente nas etiquetinhas o código localizador, necessário para encontrar a mala extraviada.

Eu já tive o desprazer de ter a mala perdida – em Cancún.

– Mas, Flavia, você já foi para Cancún?

A resposta é não, nunca fui.

Minha primeira viagem internacional sozinha foi marcada por superações e aventuras. Enquanto em conhecer a Miss Liberty na Terra do Tio Sam, Nova York, tive o desprazer de chegar ao aeroporto JFK e ver todas as malas possíveis rodarem na esteira – menos a minha.

O desespero de não ver minha santa bagagem me fez testar meu CNA English de uma maneira pouco esperada. Precisei me dirigir ao guichê responsável, abrir ocorrência e aguardar para que o melhor pudesse acontecer – fora as ligações infinitas e desesperadas para a companhia aérea responsável.

Bem, o melhor não aconteceu. Passei a viagem toda sem minha mala e tive que esperar um mês para recuperar a bendita.

Talvez, depois de todo o meu lamento, você deve estar se perguntando se realmente vale a pena amar essa bendita etiquetinha depois de toda dor de cabeça que eu tive que passar.

A resposta está justamente nas entrelinhas.

Vou manter o suspense e contar em um post específico, tá?

Mas, acreditem, guarde a pequeninha com muito carinho  🙂

Peso e número de bagagens (3)

Outro tópico que costuma causar dor na consciência é exatamente esse.

Sou um exemplo a não ser seguido, confesso: quero levar minha casa inteira, principalmente em viagens longas. Sempre penso: ‘quando ver o que tem na mala, não vou querer comprar nada.’ Mas acontece exatamente o contrário, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Resultado: sempre levo um dindin para bagagem extra 🙂 😦

Claro, costumo viajar sozinha e trazer os pedidos da família toda. Isso, unido ao fato de um ser uma fashion lover, colabora para que eu realize a proeza sem muito peso na consciência 🙂

Mas, caso não tenha planejado nada disso, nem se dado conta do que pode acontecer, isso não é nada legal. Acreditem em mim: levem somente o necessário 🙂 E comprem o necessário também (ou não, haha).

Lembrando que viagens internacionais permitem duas malas de 32kg para serem despachadas e mais uma mala de mão. Os tamanhos das bagagens têm sido rigorosamente conferidos. Lembre-se de verificar se estão nos padrões antes de fazer as malas.

Horário do voo (4)

Se seu voo está marcado para 22hs, isso não significa que você pode colocar os pés no aeroporto 21h30, mas que antes mesmo disso deverá estar com o bumbum coladinho no assento do avião.

Voos nacionais pedem antecedência de duas horas; internacionais, três. Mora em São Paulo? Não confie e saia antes do horário estimado pela rota do Google Maps, do Waze ou de quem quer que seja. Não pague para ver.

Quando estive no aeroporto para imprimir as passagens, duas viajantes perderam o voo para Los Angeles, em alta temporada. Ou seja, voos lotados e passagens caras. Era um domingo – me diga se poderiam ter evitado o estresse de conseguir outro voo – pagar novamente por ele – ou não?

Dinheiro (5)

Passagens em mãos e estadia garantida, é hora de trocar as dilmas por obamas ou elisabetes 🙂

Na verdade, ignore a ordem acima e troque o dinheiro assim que achar necessário. Eu, por exemplo, costumo trocar a cada quinze dias ou mês a mês, a partir do momento que sei que farei certa viagem. Mas não é minha via de regra.

Faço isso porque, como já viajei com dólar a R$4,30 (saudades, cotação a R$ 1,75), acho que todo cuidado é pouco.

Quando se troca pequenas quantias aos poucos – e não tudo de uma vez – as chances de se decepcionar com uma cotação nas alturas, diminuem consideravelmente.

Por exemplo, digamos que hoje o dólar esteja R$3,30 e que, em Outubro, haja uma valorização do dólar frente ao real (o que não é muito difícil, como sabemos) e ele chegue a R$3,50. Se eu tiver me precavido e trocado pelo menos um pouco, estarei em vantagem, ainda que pequena.

Se eu se manter entre R$3,30 ou um pouco abaixo, a perda, ainda assim, não será grande.

Eu costumo levar dinheiro em travel Money (que são cartões pré-pagos, ou seja, recarregáveis), pela praticidade e confiança. Levo pouca quantia em espécie, mais para necessidade emergência, mas cada um é cada um. A questão do cartão é o IOF, uma espécie de taxa ou imposto cobrado.

Sobre cartão de crédito, particularmente, nunca usei em viagem internacional. Mas, atenção: é sempre bom levar. Já usar, é outra coisa.

Posso fazer um post específico para este tópico também.

Seguro (6)

Pagar para usar o hospital em caso de emergência no exterior pode sair o olho da cara, como dizem. Já soube de casos que uma ‘simples’ crise renal iria custar a bagatela de mil dólares (grifo da autora), devido aplicação de medicação – mas o gasto foi coberto pelo seguro.

Vale consultar a sua operadora de cartão de crédito antes de embarcar para conhecer as possibilidades. Operadoras de cartão pré-pago e, claro, agências de viagem também oferecem o serviço.

Comunicação (7)

Eu não sou a pessoa mais conectada do mundo quando estou no conforto da minha casa – muito menos quanto tenho tempo disponível para desbravar um outro país. Mas sei exatamente quando e como usar a tecnologia a meu favor. Não confie no wi-fi do hotel e tenha mapas off-line no seu celular. Tenha números necessários anotados e sempre por perto. Saiba como fazer uma chamada internacional, ainda que seja a cobrar, em caso de emergência.

Quando minha mala foi para Cancún, por exemplo, baixou em mim um espírito de sabedoria tão grande que umas das primeiras coisas que eu fiz foi entrar em contato com a minha família e com a agência de viagem que comprei aquele pacote turístico no Brasil. Liguei para o motorista que faria o transfer (sim, tinha levado o número) e tomei as medidas necessárias.

Não ache que a internet ou o celular são necessários apenas para fotos no Instagram e check-in no Facebook.

—-

É isso, pípo.

Gostam de assuntos de viagem and about?

Tem algum tema que quer ver por aqui?

Esse post te ajudou?

Me deixe saber 🙂

1 comentário Adicione o seu

  1. Michele Consolação disse:

    Amei as dicas e colocarei em patrica quando for viajar.

    Curtido por 1 pessoa

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