Se é a verdade que você quer: sobre AMIZADES

É sábado e ainda estou jogada na cama. São um pouco mais de 8h30.

Por alguns segundos, me deu vontade de escrever; e aqui estou.

Estava lembrando das amizades que colecionei ao longo da vida, onde estariam. Aquela amiga grudê da primeira série, a amiga grudê da segunda, e assim por diante.

É estranho entender o que aconteceu ao longo dos anos, assim como saber dos últimos acontecimentos pelo Facebook. Fulana casou, beltrana mudou, sicrana viajou, nos resume a timeline.

Essa reflexão muito me perturba, e me assusta também. Passamos acompanhar e a torcer uns pelos outros no LED de um Iphone. Sentimos orgulho de dizer: ‘Minha amiga é médica formada na USP’, mas o que mal fazemos é trocar likes, quando trocamos. Não há trocas de telefonemas, não há olho no olho.

Quando recebi as amigas aqui em casa par um chá, expor o tema me fez ficar muda. Não conseguia argumentar, mas fervilhar pensamentos dentro de mim. Deu por mim que sempre fui das poucas e boa amizades, e me sinto muito bem assim. Troquei algumas por outras melhores, precisei (e ainda preciso) administrar perdas. Prezo por mim. 

Eu não faço e nunca fiz parte do time das que falam muito, mas sou uma boa listener. E que bom que minhas amizades me deixam ser assim! Apesar de ser eu mesma em muitos anos, ainda me pergunto onde está quem me deixava longos depoimentos no Orkut, quem partilhava das minhas balas 7 Belo ou do meu pacote de batatas fritas. Devolva-me.

Me pergunto se aquela amizade que estava sempre ao meu lado quando eu era alguma coisa, se eu deixei de ser boa o suficiente. Me pergunto se eu mudei, se eu me distanciei ou se apenas fizemos parte de uma seleção natural de ideologias e posicionamentos da vida. Algumas perguntas não calam.

Por outro lado, outras amizades continuam sólidas e me fazem bem. Não são necessárias provas explícitas, mas continuam aí. Nossa lealdade e irmandade se completam. Sou grata por elas.

Bem, mas seria injusto reclamar. Ainda me restam, ao menos, uns 700 ‘amigos’ pra eu chamar de ‘meus’ no Facebook.

Vida que segue.

1 comentário Adicione o seu

  1. Rosemary Maia disse:

    Amigos são poucos e precisa de qualidade. Os anos passam e conseguimos ver quem não ficou no caminho, mas trouxemos conosco para fazer parte do nosso dia a dia, ou ainda que seja uma vez por mes, uma vez por ano, ou em algum momento especial de nossas vidas…. Te amo Flavinha, pois faz parte de uma bela historia e trajetoria da minha vida.. Bjss ( acredito ser uma das 700 amigas do face e do ” face to face” rsrs)

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