Viagens: Talvez eu me case com Nova York

DSCF2678

Mais um voo pela frente. Entro no 906 e trago todos os meus medos comigo – quase impossível controla-los!

Mas também trago uma vontade incrível de transformar essa experiência na mais incrível de todas. Outra vontade que tenho é de ir imediatamente ao banheiro – se vale uma dica, lembre- se de tomar chá com moderação no avião. Mas antes devo aguardar a chamada de conexão de Miami a Nova York, largar a bolsa na poltrona e correr para o banheiro mais próximo disponível. Retornarei feliz para o lugar. Afinal, estou sentada na janelinha, obrigada!

Estou sem acreditar que estou aqui pela terceira vez em menos de 11 meses. E a imigração também, então, se quiser evitar longas explicações e altas doses de adrenalina, só repitam a experiência se de fato amarem Nova York. Não preciso dizer que a amo. Por isso, tomei a decisão importante: vou me casar com Nova York, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Brincadeirinha!

Quanto ao resto, o resto é história. E chorar com o preço do dólar e ao mesmo tempo isso se tornar um fator pequeno, diante da grandeza de ter um sonho realizado, de mais uma vez pisar aqui. E arquitetar a próxima fuga para Nova York enquanto aguarda a conexão que te levará a Nova York. Já tenho data pra voltar.

É vestir a camisa I LOVE NY e isso fazer todo o sentido do mundo pra você. E ter história pra contar, pra relembrar, pra gargalhar e ate mesmo chorar, nem que seja pra fazer tudo isso dentro do avião. E eu sou daquelas que chora quando chega e chora quando vai embora. Porque, no fundo, me doí partir.

———————————————————————————————————————————————————-

Créditos Flavia Francellino - NY
Créditos Flavia Francellino – NY

Eu escrevi o trecho acima quando estava voando de São Paulo a Miami e aguardando minha conexão pra a cidade mais linda de todas. Estava ansiosa e, ao mesmo tempo, muito apertada para ir ao banheiro, por isso digo que tomar chá em excesso não é legal! A ideia inicial era postar esse blog quando estivesse lá.

Mas, quando viajo, prefiro me desconectar do mundo e curtir cada segundinho da viagem sem me importar com as atualizações no Facebook e o bafafá no Whatsapp. Por isso, só publico agora.

3 vezes em Nova York em 11 meses? Como eu consigo? Vou revelar o meu segredo…

Decidi compartilhar o que aprendi ao longo dessas semanas vividas na capital mais fascinante do mundo porque hoje é uma data importante para mim. Há exato 1 ano pisara pela primeira vez em Nova York e, de lá pra cá, já turistei 3 vezes. Sim, ralei, me esforcei, poupei e fui 3 vezes, não se assuste com isso. Se querem saber como consigo ir tantas vezes a Nova York, tudo o que posso dizer é que infelizmente não ganhei na loteria, nem encontrei uma galinha que bote ovos de ouro. Ou felizmente, porque tenha plena certeza que tudo o que eu conquistei até agora não foi pela minha sorte, foi por Deus.

Agradeço a Deus por todas as oportunidades e a minha fé, que me faz ser intrépida o suficiente para abraça- las. Talvez me enxerguem como uma garotinha de peso pena, mas eu te mostro com o que sou que a minha visão é grande. Eu penso grande e creio igualmente em um Deus grande. Por que aceitaria algo menor do que isso?

Eu sempre quis conhecer Nova York, mas nunca tinha alguém que pudesse me acompanhar. Até que um dia, meus pais me largaram em casa sozinha (atenção, pais, nunca façam isso com seus filhos, kkkkkkkk). Enfim, enquanto meus pais desfrutavam de alguns dias no cruzeiro, tive a insanidade de contatar minha agente de viagens e fechar um pacote para ir para lá. Isso aliado ao fato de eu ter um intercâmbio e ainda não ter ido, enfim, todos os fatores me motivaram a pegar minhas malinhas e ir pra terra do Tio Sam.

Viajar sozinha e muito bem acompanhada

Viajar sozinha não é fácil. É para poucos e requer coragem. Experimente fazer isso em Nova York. Quantas perguntas invadiram minha mente naquele avião, fora todas as borboletas no estômago que me acompanhavam bem como o sonho de uma vida que, agora, saia do papel.

Me lembro de quando cheguei finalmente a Nova York. Depois de ter que esperar a imigração e descobrir que a minha mala havia sido extraviada (claro, podem acontecer alguns imprevistos, como sua mala ir sem você pra Cancún! Mas fora a adrenalina toda, você está em Nova York. Vá a Forever 21 e seja feliz), enfim, depois de todo o procedimento burocrático que me fez desenrolar meu inglês enferrujado sozinha.

Sozinha.

Foi neste instante que eu dei por mim e vi que estava só. Não tinha mãe, nem pai, nem ninguém para me ajudar. Tinha que contar comigo mesma.

O percurso até o hotel foi longo. Queens, Brooklyn e finalmente a caótica Manhattan. Aquele transfer me dava  a sensação de que já conhecia ali. Pude confirmar quando fui me aventurar e passear pela cidade.

Instintivamente, sem o Google para me ajudar.

Em não mais de 7 quarteirões, estava diante dos meus olhos todas aquelas luzes, os outdoors e a frenética Times Square. Foi então que minha ficha caiu: eu estava em Nova York.

Voltar para São Paulo foi um tormento para mim, tanto que fiz as malas aos prantos. Chorando, de soluçar. No entanto, não tive dúvidas que minha volta era certa, tanto que no outono retornei a Nova York. No voo, me perguntava porque motivos estava eu ali novamente, de onde saia tanta coragem de viajar sozinha, mais uma vez.

Tudo o que eu tinha era a mim mesma, meu passaporte e minha câmera nas mãos.

Foi então que descobri que isso me basta para desbravar o mundo.

Se eu estivesse esperando uma companhia para ir a Nova York, talvez eu nunca teria ido a Nova York.

Meus pais nem sempre podem me acompanhar nas viagens, os amigos que sempre tem grana ou vontade de ir. Chega uma hora que não dá pra depender dos outros. Talvez tivesse conhecido Nova York como a maioria dos mortais. Em casa, no sofá. Sei lá, em alguma série do Netflix.

Viajar sozinha é libertador. É decidir tudo sem perguntar a ninguém. É dar umas voltinhas por aí e voltar mais segura do que nunca. É quebrar a cara sozinha e reconhecer que você quebrou cara, respirar e seguir em frente. É voltar cheia de ideias, cheia de bagagens e cheia de novas descobertas. Você volta mais independente e se conhecendo ainda mais.

Não tem como não voltar melhor.

Nunca vou esquecer que Nova York me deu asas para voar. E voar bem alto. 

DSCF3047

Second time

Nova York continuava a mesma, até mais encantadora. Eu não sei dizer. Acho até que estava melhor e, como sempre, me recebendo muito bem: o frio era de menos 8 graus. E o que importa, quando se está em Nova York?

Desta vez, optei em não pagar um serviço de transfer. Peguei um ônibus que me levou do aeroporto até a 33 com a 7a Avenida, a 1 quadra do meu hotel. E foi muito emocionante! Não pelo fato de ter que atravessar a rua com todas aquelas malas (ainda bem que estavam todas comigo, nenhum foi extraviada, kkkkkkkkkkkkk), nem pelo fato de sentir meus ossos congelando. No ônibus, que paguei 16 obamas, tinha a janela com a visão mais maravilhosa do mundo. Viajei ao som de Alicia e Jay Z, saudando a querida Nova York.

Além de toda experiência, Nova York me deu amigos. Dos grandes. Acho que ganhei uma família. Pude conhecer a fundo a cultura americana, comer turkey leg no dia de Ação de Graças e ser a louca das compras no Black Friday. Aprendi a descobrir cada canto de Nova York de trem e a andar de Metrocard como se não houvesse amanhã. Eu era como um deles! Vivendo como um deles e me comportando como um deles. Preciso dizer que, mais uma vez, me doeu partir?

Mais uma vez uma certeza me restou. Eu iria voltar. Tanto que voltei. Outra Spring in New York. Dessa vez, fui do aeroporto direto para o Brooklyn. De táxi. (essa história continua…)

Novidades no blog 🙂

#flaviafoiprany

Na próxima viagem, teremos essa tag fixa aqui no blog. Vou mastigar todas loucuras que vivi, dar dicas da cidade, comprinhas, novidades, passeios  e alertar sobre as ciladas também. Vou falar de também de outros destinos. Nosso encontro será as terças- feiras! Não percam!

Além disso, me pediram vlog quando eu estava lá, mas, gente, ainda não se brincar dessa tecnologia, kkkkkkkkkkkkkkkk. Por isso fiz um snapchat – que é bem mais fácil e sem dor de cabeça!

Me siga e, se não sabe brincar, não se preocupe! Também estou boiando! kkkkkkk. Meu snap é flavfrancellino

E, por falar em novidades, vou começar outra série . Primeira mão, hein! kkkkkkkk.

Vou voltar a escrever sobre nutrição and experimentar as dietas da moda.

Você não leu errado.

Herbalife, café com manteiga e todas as “abobrinhas” que vemos por aí. Aí vocês vão  perguntar: “Mas, Flavia, isso é loucura! E ainda por cima você é super magra.”

Poisé.

Primeiro, não se preocupem, tenho mais saúde do que muita gente.

Segundo, não vou abolir nenhuma refeição em nome das dietas milagrosas.

Tudo o que eu quero é mostrar na teoria e na prática todas as contradições. Vocês sabem que eu sou nutri de formação, tive experiência como colunista de site e entrevistas na web. Além disso, vocês vão conhecer e se divertir com o meu lado terrorrista. É que eu quero um retorno triunfal, kkkkkkkkk.

Vocês não perdem por esperar, kkkkkkkkkkkk.

Nos vemos.

Um comentário em “Viagens: Talvez eu me case com Nova York

  1. Genteeee! Eu sonho em viver essas misturas maravilhosas de sensações. Borboletas na barriga, choro, riso…Ameeii esse post,a vontade de viver viajando só aumenta, não faz isso comigo. Plis 🙏🏼
    Amooo viajar dentro do nosso país, pois apesar de sermos um só povo, há muita diversidade aqui.
    Mas imagine então conhecer um país novo, com direito a idioma, clima, culinária e tudo difer…. Ahhh esquece, vc não precisa imaginar ner? kkkk😂
    Um dia vai dar uma louca em mim, eu vou em busca dessa aventura internacional.😊😁

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s