Quando SEU CORPO (sim, ele mesmo) vira assunto público

Flavia Francellino, thenameisgirlie.com

Chato e desnecessário esse papo de criticar fulana porque é magra demais, é gorda demais, tem aquela barriga pavorosa, porque aquele cabelo não é ‘aquela coca toda‘ ou porque o look não está incrível. Tantos porquês, porquês e mais porquês lotados de motivos vazios e fúteis certamente transformariam este post em um livro (e eu escreveria fácil!).

Mas todo esse bafafá, de certa forma, é compreensível. Afinal, vivemos em uma Era onde a insatisfação reina na ala feminina. Muitas têm pavor de se enquadrar no quesito mulheres ‘normais’ porque simplesmente tais mulheres ‘normais’ não estampam capas das revistas bacanas muito menos divam nas páginas dos editoriais estrelados, mesmo fazendo parte da maioria esmagadora (ooooi?). Como se não fossem dignas de merecer o nosso ‘uaaaaaaaaaau e isso me tira do sério: não pague para ver.

E o que acontece? Você se sente tensa em frente ao espelho. Você entra em pânico de subir na balança. Você prova todas as roupas possíveis do seu guarda- roupa e se sente horrorosa em todas elas. Você procura todas as estrias, celulites e pés de galinha como seu corpo fosse um campo minado – é desespero na certa! Logo se autocensura ao abrir aquela revista que mostra aquela modelo magérrima como referência de beleza e, na página seguinte, lá está aquela dieta milagrosa prometendo efeitos tão rápidos como pó de perlimpimpim abolindo carboidrato, gordura e proteínas da sua alimentação (whaaaat?). É como ela falasse: “dê um jeito de sobreviver por fotossíntese, fique magra e seja feliz”.

Eu questiono: por que essa baboseira toda é aceitável? Faça essa pergunta a você mesma.

Talvez a mídia faz você pensar que não você não é uma mulher linda. E quer saber? Enquanto você tentar se enquadrar no modelo de corpo que ditam como padrão, seja pela sociedade, seja pela linguaruda da sua vizinha, você será infeliz. Pregue essa frase no seu guarda- roupa, faça dela seu ‘mantra pra vida’ e repita todas os dias pela manhã.

Para de se sentir um como um peixe fora d’ água, como se não fosse digna de pertencer ao “planeta das mulheres felizes” por não ser loira, nem ser magra, não ter cabelo liso. Pare de se condenar por não ver nas vitrines reluzentes e nas capas das revistas, um corpo que não é seu. Não precisamos multiplicar as réplicas, podemos ser quem somos. Claro, o que puder ser feito pelo sua saúde e estética moderadamente e com equilíbrio, faça. Você pode (e deve) usar roupas que te valorizem (sou suspeita para falar), e até aproveitar aquela maquiagem e cosméticos que jogam a seu favor e dão aquele up instantâneo no visual.

Livre- se das neuras.

Liberte- se desse fardo.

Você pode ser você mesma e, com diria Carla Lemos (do blog Modices), isso também é incrível. 

Flavia Francellino - Brooklyn Nova York, 2014. DSCF1284

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s